Dicas Ki Festa · Casamentos e 15 anos

Fotografia e filmagem: o que você vai querer lembrar quando esse dia virar saudade?

Shirley e Tiago de mãos dadas e olhando um para o outro, sob as luzes da celebração.
Shirley e Tiago, sob as luzes da celebração.
Fotografia: Rec Films / Ranella Rafaela.

Tem coisas que a memória guarda de um jeito curioso.

Você pode esquecer qual música estava tocando enquanto terminava a maquiagem, mas lembrar perfeitamente de como sua mãe olhou para você naquele instante. Pode não se recordar de todas as palavras ditas durante a cerimônia, mas nunca esquecer a mão tremendo antes de entrar.

Talvez, daqui a alguns anos, você nem saiba explicar exatamente como estava se sentindo. E então aparece uma fotografia.

Um olhar. Um abraço. Uma risada. Um vídeo de poucos segundos. E tudo volta.

É por isso que fotografia e filmagem não são apenas serviços contratados para um evento. São o que permanece quando aquela noite, que levou meses ou até anos para ser planejada, termina.

O registro começa muito antes da festa

Na Ki Festa, em parceria com a Rec Films, trabalhamos o registro pensando na história inteira.

Dependendo do evento, organizamos esse processo em três ou quatro momentos:

  • Ensaio fotográfico
  • Making of
  • Cerimônia, no caso dos casamentos
  • Festa

Cada etapa tem uma função diferente. E, como praticamente tudo o que fazemos na Ki Festa, a ideia começa pela personalização.

O ensaio não precisa acontecer apenas em um lugar bonito

Claro que queremos fotografias lindas. Mas existe uma pergunta ainda mais interessante:

esse lugar significa alguma coisa para vocês?

Talvez o casal tenha um lugar onde gostava de se encontrar no começo do namoro. Um parque onde aconteceu o pedido. Uma cafeteria. Uma fazenda da família. Um estádio. Uma igreja. Uma praça. Ou simplesmente algum lugar que faça parte da história dos dois.

Nos 15 anos, a lógica é a mesma. A debutante pratica algum esporte? Dança? Anda a cavalo? Toca algum instrumento? Ama livros? Tem algum lugar que faça parte da infância?

O ensaio pode ser bonito e, ao mesmo tempo, contar alguma coisa. Quando ele tem conexão com a pessoa fotografada, costuma ficar ainda melhor.

Porque não estamos apenas escolhendo um cenário. Estamos colocando memória dentro dele.

Flavio e Flavia trocando olhares e sorrisos em uma janela, com o pôr do sol ao fundo.
Flavio e Flavia, no antigo Villa Porto, em Araraquara.
Fotografia: Rec Films / Ranella Rafaela.

O casamento começa antes da cerimônia

No dia do casamento, muita gente pensa que a história começa quando a porta da cerimônia abre. Para nós, começa muito antes.

Começa no salão de beleza. Na cadeira da maquiagem. No penteado sendo finalizado. No vestido ainda pendurado. Nos acessórios esperando sobre a mesa. Na mãe entrando no quarto. Na amiga tentando segurar o choro. No perfume sendo passado minutos antes de sair.

Esse é o making of. E talvez seja uma das partes mais bonitas do registro. É o processo de construção daquele momento.

A noiva ainda não entrou. O noivo talvez ainda nem tenha visto o vestido. Os convidados estão chegando. Mas alguma coisa já está acontecendo.

A expectativa. O nervosismo. A emoção.

Às vezes pensamos: será que uma fotografia consegue guardar o cheiro daquele perfume? Claro que não literalmente.

Mas talvez, daqui a dez anos, ao olhar aquela foto da noiva colocando o perfume no pescoço, ela se lembre exatamente dele. É isso que torna um registro especial.

Algumas fotografias carregam uma história inteira

Existem momentos que ficam conosco também, mesmo depois de trabalharmos em tantos eventos. Um deles aconteceu com a noiva Karina.

Antes da cerimônia, ela fez um first look com o irmão e com a mãe. Foi um daqueles momentos em que todo mundo envolvido percebe que alguma coisa importante está acontecendo.

Não era uma fotografia montada apenas porque ficaria bonita. Era família. Era expectativa. Era carinho. Era um instante que não se repetiria exatamente daquele jeito outra vez.

E hoje aquele momento continua vivo através do registro feito pela Rany e pela equipe da Rec Films.

Talvez essa seja uma das maiores responsabilidades de quem trabalha com fotografia e filmagem de eventos. Às vezes, o profissional nem percebe naquele segundo, mas está registrando uma imagem que aquela família vai olhar por décadas.

Depois vem a cerimônia, e o coração acelera

Podemos ensaiar. Podemos revisar o cortejo. Podemos explicar onde cada pessoa ficará.

Na Ki Festa, costumamos repassar tudo mais de uma vez antes de começar. Ainda assim, quando a música toca, o nervosismo aparece. E isso faz parte.

É o pai apertando a mão da filha. O noivo respirando fundo. A mãe tentando não chorar. A criança olhando para o corredor sem saber muito bem o que fazer. A noiva esperando atrás da porta.

Esses pequenos gestos são tão importantes quanto a fotografia clássica da entrada. É justamente por isso que gostamos tanto de registros atentos ao que acontece ao redor.

E o celular dos convidados?

Hoje temos um costume que sempre tentamos incentivar nas cerimônias: deixe o celular um pouquinho de lado. Ou, pelo menos, tente. Rs.

Porque o convidado recebeu uma missão mais importante do que registrar aquele momento. Ele foi convidado para estar presente nele.

A equipe profissional já estará fotografando e filmando. A mãe da noiva não precisa assistir à entrada da filha por uma tela de seis polegadas. O padrinho não precisa ver o beijo através da câmera do celular.

E existe também uma questão prática. Quando dezenas de convidados levantam os braços ou entram no corredor para fotografar, isso pode atrapalhar a visão dos demais e até o trabalho das equipes de fotografia, filmagem e cerimonial.

Sem contar aquela fotografia maravilhosa da entrada da noiva em que, ao fundo, aparecem vinte pessoas olhando para os próprios celulares.

Então fazemos um pedido carinhoso: vivam primeiro. A foto chega depois.

Noivos sentados lado a lado, abraçados; a noiva apoia a cabeça no ombro do noivo.
Um abraço entre um momento e outro. Acervo Ki Festa.

A festa não precisa virar uma sessão fotográfica de cinco horas

Depois da cerimônia chegam as fotografias protocolares. E elas são importantes.

Fotos com pais. Padrinhos. Avós. Irmãos. Família. Amigos.

Nos 15 anos, também entram fotografias com familiares, amigas, grupos importantes e outras formações escolhidas pela debutante. Esses registros precisam existir.

Mas existe uma conversa muito importante que deve acontecer antes do evento entre cerimonial, fotografia, filmagem e cliente: quanto tempo queremos dedicar a essas fotos?

Porque ninguém contratou uma festa de cinco horas para passar cinco horas posando.

O cronograma precisa reservar um período suficiente para registrar as pessoas importantes sem transformar a noite em uma maratona fotográfica.

Essa organização é justamente o que permite equilibrar as duas coisas: ter as fotos que precisam existir e continuar vivendo a festa.

Giovana recebe um beijo na testa durante a celebração dos seus 15 anos.
Carinho durante os 15 anos de Giovana. Acervo Ki Festa.
Giovana e seu acompanhante dançam, com o vestido verde em movimento.
Giovana em movimento na pista. Acervo Ki Festa.

Depois das fotos protocolares, entram nossos “fotógrafos ninjas”

É uma brincadeira que fazemos, mas descreve muito bem o que gostamos de ver. O profissional praticamente desaparece. Você não percebe que ele está ali. Mas ele está.

Observando. Esperando. Com os olhos atentos, o dedo preparado e a câmera pronta.

É nesse momento que aparecem algumas das imagens que mais gostamos. O abraço que não foi pedido. A amiga cochichando alguma coisa e fazendo a debutante morrer de rir. O pai olhando a filha na pista. O noivo observando a noiva conversar com alguém. Os avós dançando. Uma criança dormindo no colo. A gargalhada no meio de uma música. Aquele olhar que dura dois segundos.

Ninguém falou: “Agora abrace.” “Agora sorria.” “Agora olhe para ela.”

Aconteceu. E alguém estava atento o suficiente para registrar.

Um casal dança de mãos dadas e sorri sob as luzes amarelas e azuis da pista.
O sorriso no meio da dança. Acervo Ki Festa.

Fotos espontâneas guardam sentimentos diferentes

Isso não significa abandonar as fotografias posadas. Existe hora para cada coisa.

Uma fotografia com toda a família olhando para a câmera tem um valor enorme. Da mesma maneira, uma fotografia em que ninguém percebeu a câmera pode ter outro tipo de valor.

Uma registra quem estava ali. A outra registra como aquilo estava sendo vivido. E as duas são importantes.

Talvez seja justamente essa mistura que faça um álbum continuar interessante tantos anos depois. Você vê as pessoas. Depois vê as relações entre elas.

O mesmo vale para a filmagem

Vídeo tem uma força diferente. A fotografia congela um instante. A filmagem devolve movimento.

A maneira como alguém caminhava. A voz. A risada. O abraço. O jeito que a mãe falou determinada frase. A reação do noivo. A música tocando enquanto todo mundo entrava na pista.

Algumas coisas ganham outra dimensão quando podem ser vistas novamente em movimento. Por isso fotografia e filmagem não competem entre si. Elas guardam partes diferentes da mesma história.

Dança, carinho e presença.
Trecho de uma festa de 15 anos · 17 segundos.
Acervo Ki Festa.
Depois da festa, o relato dos noivos.
Depoimento do casal · 2 minutos e 40 segundos.
Acervo Ki Festa.

Os profissionais precisam aparecer o mínimo possível

Existe uma filosofia que usamos bastante na Ki Festa. Os profissionais precisam ser quase invisíveis.

Cerimonial, fotografia, filmagem, DJ, garçons e toda a equipe estão trabalhando o tempo inteiro. Mas o convidado não deveria ter a sensação de estar dentro de uma operação.

Costumo comparar com anjos da guarda. Você não precisa ficar vendo. Só precisa saber que alguém está cuidando.

Enquanto os noivos conversam com os convidados, alguém está olhando o cronograma. Enquanto a debutante dança, alguém sabe qual será o próximo momento. Enquanto uma mãe abraça a filha, existe um fotógrafo percebendo que aquela imagem vale ser guardada.

É assim que gostamos de trabalhar. Presentes quando precisamos estar. Discretos quando o momento pertence à família.

Antes da festa, converse sobre quais memórias você quer guardar

Essa talvez seja uma das dicas mais importantes. Não converse com a equipe de fotografia apenas sobre horário e quantidade de fotos. Conte histórias.

Existe alguém muito importante na família? Um avô? Uma madrinha? Um irmão?

Existe alguma surpresa planejada? Um objeto que pertenceu a alguém? Uma joia de família? Uma fotografia antiga que será usada? Uma carta? Algum encontro que provavelmente será muito emocionante?

Quanto mais a equipe entende a história, mais preparada estará para reconhecer aqueles momentos quando eles acontecerem.

Porque fotografia de evento também é antecipação. É perceber que alguma coisa está prestes a acontecer e estar no lugar certo antes dela acontecer.

Um dia tudo isso vira memória

A decoração será desmontada. As flores irão embora. O buffet terminará. As luzes serão apagadas. O vestido voltará para o cabide.

E provavelmente haverá um momento, no dia seguinte, em que vocês vão olhar para tudo e pensar: “Passou tão rápido.”

Passa mesmo. É estranho pensar que podemos planejar uma festa durante um ano inteiro e vivê-la em apenas algumas horas. Talvez seja justamente por isso que o registro tenha tanto valor.

Daqui a cinco, dez ou vinte anos, aquela fotografia pode devolver um abraço. Um vídeo pode trazer novamente uma voz. Uma imagem pode fazer alguém lembrar de uma pessoa que já não está mais ali.

E um álbum pode acabar contando aquela história para filhos e netos que nem existiam no dia da festa.

No final, fotografia e filmagem não servem apenas para mostrar como o casamento ou os 15 anos estavam bonitos. Servem para lembrar como vocês se sentiram quando estavam vivendo tudo aquilo.

E talvez essa seja a fotografia que realmente importa.